Descobrir Arouca

10 razões para visitar o Arouca Geopark

Km 5 - Passadiços do Paiva

Apresentamos desde já as 10 razoes que elegemos para visitar o Arouca Geopark. Venha descobrir e explorar Arouca!

  • Arouca Geopark é reconhecido como património da UNESCO
  • Explorar a Rota dos 41 Geossítios
  • Assistir ao mais belo por do sol na Serra da Freita Arouca Geopark
  • Escolher entre 28 percursos pedestres
  • Testemunhar o nascimento de pedras no Pedras Parideiras Arouca Geopark
  • Adoçar a boca com os doces conventuais de Arouca
  • Viajar até ao período Ordovícico no Museu dos Trilobites
  • Descer o rio Paiva em canoa ou kayak
  • Percorrer os 8km dos Passadiços do Paiva Arouca Geopark
  • Saborear um suculento bife de Alvarenga

1 Arouca Geopark é reconhecido como património da UNESCO

O razão principal do sucesso ex-libris do Concelho de Arouca chama-se Arouca Geopark. É impossível ficar indiferente a uma região ímpar pelo seu património natural, geológico, ecológico. Pelas estradas que chegam ao Concelho, cedo tomamos conta de que estamos a entrar numa área e território privilegiado. As placas que nos indicam que estamos a entrar no Arouca Geopark

O Arouca Geopark, reconhecido pela UNESCO em 2009, abrange a área administrativa de Arouca e cobre um total de 41 geossítios – locais de interesse geológico – e uma área classificada de 32.910 hectares, equivalente a 328 km2. A sua dimensão é pois tão grande que envolve a Serras da Freita, Montemuro e Arada.

Um Geoparque é considerado um território limitado com valor ímpar e património a ser salvaguardado e reconhecido pela UNESCO. É naturalmente direcionado ao turismo na região mas também vocacionado para a educação para o desenvolvimento sustentável.

2 Explorar a rota dos 41 Geossítios

Experimente embarcar na Rota dos Geossítios, uma vasta rede de locais de interesse devidamente organizados, sinalizados, com elementos explicativos de cada local e se interesse geológico que permite ao visitante ter uma ideia mais aprofundada da importância de cada um destes locais mágicos.

Rota-dos-Geositios

Existem 3 percursos possíveis por 3 áreas diferentes que permitem ter uma visão mais detalhada dos geossítios. Estes 3 itinerários facilitam a escolha dos locais a visitar.

Poderá percorrer estes percursos de viatura mas em alguns terá que se deslocar a pé. Será importante estar munido de um mapa que poderá obter no Centro de Explicativo Geopark mesmo no centro histórico da Vila.

Se preferir pode não seguir estes itinerários e ir visitando à medida que vai escolhendo os locais por onde passa.

Itinerário A – Freita, a serra encantada

Agrupa um conjunto de 11 geossítos, 9 dos quais localizados no planalto da Serra da Freita.

G1: Panorâmica do Detrelo da Malhada
G3: S. Pedro Velho
G6: Frecha da Mizarela
G5: Contacto litológico da Mizarela
G4: Marmitas de gigante no rio Caima
G7: Pedras Parideiras / Casa das Pedras Parideiras: Centro de Interpretação
G8: Campo de dobras da Castanheira
G10: Panorâmica da Costa da Castanheira/ Radar Meteorológico de Arouca
G11: Pedras Boroas
G13 e G14: Pedras Cebola

Itinerário B – Pelas minas e meandros desconhecidos do Paiva

Zona envolvente do vale do Arda e Arouca e zonas de exploração de volfrâmio e ouro no tempo dos romanos.

G.16: Minas de Rio de Frades
G.17: Icnofósseis de Mourinha
G.18: Livraria do Paiva
G.19: Conheiros de Janarde
G.20: Meandros do Paiva
G.22: Minas de Regoufe
G.23: Portal do Inferno e Garra
G.24: Panorâmica da Sra. da Mó

Itinerário C – Paiva, o rio surpreendente

Área restrita do rio Paiva e vales que o mesmo percorre.

G25: Centro de Interpretação Geológica de Canelas
G26: Glaciação ordovcica
G27: Graptólitos do Silúrico inferior
G28: Conglomerado do Carbónico
G29: Crista quartzítica da Gralheira d’Água
G30: Vau
G31: Gola do Salto
G32: Falha da Espiunca
G33: Icnofósseis de Vila Cova
G34: Icnofósseis do Vilarinho
G35: Cascata das Aguieiras
G36: Garganta do Paiva
G37: Icnofósseis de Cabanas Longas
G38: Sítio de Mira Paiva
G39: Pedra Posta
G40: Pedra Má
G41: Panorâmica de Sobreiros

Se preferir pode aproveitar a Rota dos Geossítios organizada pelo próprio Geopark, com direito a guia intérprete, transporte, seguro, entradas nas várias unidades interpretativas e lanche geofood. Em 2019, estão calendarizados 3 itinerários:

  • 30 de março: itinerário A
  • 27 de abril: itinerário B
  • 18 de maio: itinerário C

Faça a sua marcação através do 256 940 254 ou email geral@aroucageopark.pt.

3 Assistir ao mais belo por do sol na Serra da Freita Arouca Geopark

Que imensidão de paisagem quando finalmente chegamos ao topo da Serra da Freita…. E em particular se lá estivermos num final de dia, será certamente inesquecível!

Arouca-Geopark-por-do-sol

As cores amarelas e castanhas num final de dia solarengo misturam-se com a cor da terra em perfeita harmonia. Tudo parece adquirir esses tons de terra, as próprias rochas, o vasto manto de planície e da urze e carqueja, sempre presentes, o contraste da sombra que cobre a metade dos montes faz-nos testemunhar um cenário digno de registo e lembrança.

Esquecemo-nos que percorremos cerca de 20 km em curvas e entre curvas para aqui chegar desde o centro da Vila de Arouca ao topo e planalto daquela que é a gigante Serra da Freita. Os seus cumes ultrapassam os 1.000 metros de altitude e é sem dúvida um dos pontos obrigatórios do Arouca Geopark e que se estende também por terras de São Pedro do Sul e Vale de Cambra, juntamente com a Serra da Arada e do Arestal.

Para além do brutal cenário de por de sol e vistas infinitas, qual será o interesse de aceder ao topo da Serra da Freita? Bem, bastará dizer que 17 dos 41 geosítios do Geopark situam-se na Serra da Freita.

Atravessar o planalto da Serra da Freita é testemunhar paisagens de cortar a respiração, encontrar aldeias quase perdidas mas onde ainda conseguimos testemunhar  pastoreio nos campos pelas pujantes vacas arouquenses que facilmente encontrará a atravessar as estradas que percorremos. Serenas mas atentas ao seu redor, passam por nós como que marcando a sua presença imponente e dando conta que aquele é o seu território.

Aproveitar os vários trilhos da Serra da Freita é outra opção bastante interessante.

E porque não aproveitar para ter uma visão ainda mais ampla da Serra e alargar os horizontes? Literalmente é isso que fazemos nos vários Miradouros:

  • Panorámica da Costa da Castanheira que faz parte do Radar Meteorológico da Serra da Freita e que lhe permite uma visão de 360º numa plataforma envidraçada. Certamente o melhor local para vislumbrar todo o território da Serra da Freita.
  • Panorámica do Detrelo da Malhada que permite vislumbrar a encosta norte da Serra da Freita e o vale da Arda e ainda consegue avistar a zona entre Espinho e o Porto.
  • Miradouro de S. Pedro Velho, situado no ponto mais alto da Serra da Freita e com acesso apenas a pé.

 4 Escolher entre 28 percursos pedestres

 Os percursos pedestres são uma das principais atrações dos visitantes do Arouca Geopark. São 16 os percursos de Pequena Rota (PR) e 1 de Grande Rota (GR), este último excedendo os 30 km.

Percursos-pedestres

Listamos aqui os trilhos pedestres do Arouca Geopark:

PR 1 – Caminhos do Montemuro (19km)

PR 2 – Caminhos do Vale do Urtigosa (11km)

PR 3 – Caminhos do Sol Nascente (13km)

PR 4 – Cercanias da Freita (13,3km)

PR 5 – Rota das Tormentas (8,1km)

PR 6 – Caminho do Carteiro (6km)

PR 7 – Nas Escarpas da Mizarela (8km)

PR 8 – Rota do Ouro Negro (6km)

PR 9 – Rota do Xisto (16km)

PR 10 – Rota dos Aromas (11,5km)

PR 11 – Trilho das Levadas (11Km)

PR 13 – Na Senda do Paivó (4,5km)

PR 14 – Aldeia Mágica (4km)

PR 15 – Viagem à Pré-História (17km)

PR 16 – Caminhada Exótica (9km)

5 Testemunhar o nascimento de pedras no Arouca Geopark Pedras Parideiras

Sim, leu bem, pedras que dão à luz outras pedras, ou como na terra se diz: “Pedras que parem outras pedras”,  fenómeno geológico de granitização único numa área de cerca de 1 km2. Consiste num afloramento granítico que tem nódulos incrustados, envolvidos por uma capa de biotite. Resultado da erosão destas rochas graníticas e por diferenças de temperatura, estes pequenos nódulos libertam-se da rocha mãe e são projetados, acumulando-se no solo, deixando assim nesta pequenas cavidades. Dificilmente encontrará outro local como este e por isso mesmo, está enquadrado num Centro de Interpretação da Casa das Pedras Parideiras onde poderá assistir ao vídeo que explica este fenómeno geológico bem como duas áreas que pode percorrer a pé para testemunhar este fenómeno.

Pedras-Parideiras

Se tiver sorte, poderá ser acompanhado pelos ilustres bovinos arouquenses que passam mesmo ao lado no seu caminho de ida ou vinda do pastoreio.

6 Adoçar a boca com os doces conventuais de Arouca

Que nome requintado! Porque chamamos de “doces conventuais”? Como terá lido acima, as religiosas e freiras que viviam no Convento produziam este requintado encanto gastronômico fruto das suas atividades diárias. Não será difícil de compreender que, como referido em cima, as religiosas necessitavam de passar o tempo, para além dos seus afazeres religiosos e portanto, entretinham-se dedicando-se à confeção de doces que foram aprimorando e diversificando.

pao-de-ló

A sua confeção baseava-se essencialmente em ovos (gemas) e açúcar. A sua produção era historicamente oriunda do Convento e as receitas desta doçaria conventual de Arouca mantidas em segredo. Existem vários tipos de doces conventuais como barrigas de freira, papos de anjo, pão de ló, queijinhos do céu, toucinho do céu.

Agora que está explicado o nome e a origem, onde provar os Doces Conventuais? Na Casa dos Doces Conventuais, mesmo em frente ao Mosteiro de Arouca, na rua 25 de abril. https://www.docedearouca.pt/

7 Viajar até ao período Ordovícico no Museu dos Trilobites

 Fósseis incrustados nas rochas e ardósias testemunham que este território já foi submerso num grande Oceano há mais de 540 milhões de anos atrás, estando por essa altura o território de Portugal perto do Pólo Sul, nas margens do supercontinente Gonduana. Estes animais, desaparecidos há 230 milhões de anos, eram parentes dos nosso atuais crustáceos e habitavam o fundo dos oceanos na altura do Paleozóico em comunidades de milhares de espécies.

Trilobites-gigantes
Trilobites gigantes

Poderá esta espécie e outras no Centro de Interpretação Geológica de Canelas.

www.museudastrilobites.pt

Lugar de Cima,
4540-252 Canelas – Arouca

Telemóvel: +351 917 766 141
geral@museudastrilobites.pt

8 Descer o rio Paiva em canoa ou kayak

Aventure-se e desafie os seus próprios limites com esta fantástica atividade. Viva o Rio Paiva de uma forma inesquecível. Poderá experienciar esta aventura através da canoagem, kayak, canoyeing ou ainda percorrer tranches do rio a pé devidamente acompanhado (river trekking).

O percurso de descida do rio em canoa ou kayak começa em Espiunca e termina em Travanca ou do Vau a Espiunca. Este último percurso situa-se mesmo no percurso dos Passadiços do Paiva.

Dado tratar-se de um rio que é alimentado sobretudo pelas chuvas, as descidas no rio Paiva efetuam-se (habitualmente) de Outubro a Abril.

 9 Percorrer os 8 km dos Passadiços do Paiva Arouca Geopark

Uma bela caminhada no meio da natureza. Um percurso de 8km desde Espiunca ao Areinho que junta o prazer de calcorrear uma zona montanhosa percorrida pelo rio Paiva onde a biodiversidade nos mostra espécies em vias de extinção.

Passadiços do Paiva vista
Passadiços do Paiva vista

Podemos usufruir de duas zonas de recreio, no início e no fim do percurso, com praias fluviais e mais uma zona balnear a meio do percurso, na praia do Vau.

O percurso tem inúmeras descidas e subidas sendo que a melhor direção para evitar as maiores subidas no final da caminhada seja iniciar pelo Areinho em direção a Espiunca.

Terá também uma vista privilegiada da nova ponte suspensa do Paiva, a 516 Arouca dado que a mesma passa mesmo por cima duma trance do percurso.

10 Saborear um suculento bife de Alvarenga

Alvarenga é muito conhecida pelo seu suculento bife de vitela arouquesa. Uma carne especial derivada da protegida raça arouquesa (DOP).Esta carne provém de animais que pastam livremente nas terras da Serra da Freita e Montemuro e obteve a certificação de DOP. Existem muitos restaurantes que servem estes bifes grelhados ou fritos, bem como a vitela assada. A especialidade desta refeição vem do tempero à moda antiga e o forno aquecido a lenha que faz a carne absorver melhor o sabor das especiarias.

Aqui ficam algumas sugestões de restaurantes que servem o bife de Alvarenga e outras especialidades da região.

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